menino.

te parece zombaria, isso tudo que a vista alcança. minhas mãos, cabelo, seios, laço das mãos. não leva a sério beijo, aquele dia que até te disse eu te amo e você calou. ouviu quando chorei agarrou minha cintura e escondeu o rosto na minha nuca. sentou a cabeça no meu colo e depois a me ofereceu, pedido de perdão. te perdôo, garoto. menino. sempre.

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eu sei o que amo

eu sei que amo

sei quem amo

sei como amo

como

quando

onde

por quê

 

você só sabe que não.

 

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não é porque eu te amo.

é porque eu não te amo mesmo. você pra mim é mentira, desgosto e zombaria. você dentro de mim me assombra. seus gestos me causam repulsam; sua língua é burra; seu cheiro é banal; seu sexo é entediante.

e por te amar assim tão pouco, te amo cada vez mais. você pra mim é deitar na areia e ouvir o mar. olhar no olho enquanto gemo baixinho. seus dedos perfilando meu corpo me comovem; sua alegria me abre em sorrisos; seu sexo não me sai da cabeça.

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A beira

Bem perto da beira, não satisfaz olhar mas engolir. Próximo da beira, o cheiro é mais suave e o vento bate de cima pra baixo, mais forte, mais fresco. Inclinada na beira, vejo eu mesma refletida no chão, olho no olho, imenso.

Não dá para temer a beira. Quem chega na beira, ali já está, o corpo pode tremer, o coração acelerar, mas da beira só se vai para apenas um outro lugar.

Eu fui. Foi bom voar. Tudo passou muito rápido, luzes, que vento. Bem perto do chão, olho no olho, eu me vi me vendo. E os olhos se tocaram.

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Cortar legalzinho o cabelo. Não te deixa uma pessoa mais legalzinha.

Escrever arte, pintar arte, viver arte, fazer arte, criar arte. Não quer dizer que você seja poesia.

Correr atrás até o fim do mundo e voltar e correr e ir e tentar. Não sei para que tanta pressa.

Olhar para dentro só por olhar olhar para fora olhar para dentro. Não venha me dizer o que você viu.

Cuida de mim mais um pouco agora não daqui para frente você para ok agora volta. Não te dou essa liberdade toda.

Vamos ser realistas. Não é tão difícil de entender.

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Mãos tão suaves que fazem carinho de longe, só de pensar nelas, e pensar que tanta coisa que dias têm aquelas mãos. Para que pensar a morte, eu acho, mas são mãos e são morte. Se não fossem morte, não seriam tão doces. E se fossem mais doces, não seriam mãos. M-Ã-O-S.

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O que é essa coisa que não é amor e não é paixão e não é sofrimento e não é ansiedade e loucura louca? O que é? Eu não entendo, eu não vejo. Eu não sei o que é passar um minuto sem amor, sem paixão, sem sofrimento, ansiedade, loucura louca. Tem outro jeito de ser? Porque eu não sei. Eu não sei o que é essa coisa que você inventou. Eu te digo o que eu sei. Eu sei que não demoram nem dois segundos, do momento que você pinta na minha vida, para que eu perca totalmente a noção. Isso é o que eu sei. E não. Eu não ensino, eu não falo, eu não explico.

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