Quando plural.

Um, dois.

Corpos, histórias.

Um, dois.

Perguntas, medos.

Um dois.

Expectativas, desejos.

Um dois.

Neuroses, apegos.

Como que se suporta ser plural?

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Beira II

Na beira a gente se encontra. Sentados. Lado a lado. Nossos erros.

Pedimos tempo, amparo e mais.

Falas e gestos. Estamos bem.

Gritos e delírios. Estamos mal.

E a gente sempre na beira. Sentados. Lado a lado. Nosso amor.

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Por que só.

Um poema para que as palavras se desgarrem do meu peito, jorrem.

Eu, besta vil, errante, explosão do tempo.

Implodindo tudo, pouco apego ao que nem tenho.

Displicente já que não há nada mais doloroso do que querer para mim.

Se quero, não quero.

Se não quero, não temo.

É preciso não temer.

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menino.

te parece zombaria, isso tudo que a vista alcança. minhas mãos, cabelo, seios, laço das mãos. não leva a sério beijo, aquele dia que até te disse eu te amo e você calou. ouviu quando chorei agarrou minha cintura e escondeu o rosto na minha nuca. sentou a cabeça no meu colo e depois a me ofereceu, pedido de perdão. te perdôo, garoto. menino. sempre.

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eu sei o que amo

eu sei que amo

sei quem amo

sei como amo

como

quando

onde

por quê

 

você só sabe que não.

 

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não é porque eu te amo.

é porque eu não te amo mesmo. você pra mim é mentira, desgosto e zombaria. você dentro de mim me assombra. seus gestos me causam repulsam; sua língua é burra; seu cheiro é banal; seu sexo é entediante.

e por te amar assim tão pouco, te amo cada vez mais. você pra mim é deitar na areia e ouvir o mar. olhar no olho enquanto gemo baixinho. seus dedos perfilando meu corpo me comovem; sua alegria me abre em sorrisos; seu sexo não me sai da cabeça.

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A beira

Bem perto da beira, não satisfaz olhar mas engolir. Próximo da beira, o cheiro é mais suave e o vento bate de cima pra baixo, mais forte, mais fresco. Inclinada na beira, vejo eu mesma refletida no chão, olho no olho, imenso.

Não dá para temer a beira. Quem chega na beira, ali já está, o corpo pode tremer, o coração acelerar, mas da beira só se vai para apenas um outro lugar.

Eu fui. Foi bom voar. Tudo passou muito rápido, luzes, que vento. Bem perto do chão, olho no olho, eu me vi me vendo. E os olhos se tocaram.

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